segunda-feira, Março 12, 2007

Rondó purgativo



Que merece essa gentalha feia

que abusa da paciência alheia?

Cadeia.

Que prémio é justo para a insensata

e malfeitora turba canalhocrata?

Chibata.

E a canalha inveterada de topete

que ostenta pose de suspensório e colete?

Cacete.

Aos crápulas que fazem barulho à noite,

que Satanás os acoite.

Açoite.

E os primatas dos tempos da cova,

por essa algazarra merecem que prova?

Sova.

Que remédio cura a palhaçada,

a pândega dessa corja safada?

Porrada.

Cadeia, chibata, cacete

é pouco pra este cacoete.

Açoite, sova e porrada

para essa esculhambação não é nada.

Márcio Catunda, "Sintaxe do tempo", 2005 ed. Imprece, Fortaleza, Brasil

(imagem de capa do livro igual ao que 'ganhei' na quinta-feira à noite, daqui)

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