quinta-feira, maio 11, 2006

da estante

('vejam' aqui a imagem de "Mangas verdes com sal", Rui Knopfli, numa edição que me parece de Autor, constando ter sido impresso na Tipografia Globo e com distribuição da Europa-América. capa de António Quadros)
É uma edição de 69 mas tenho registado o ano de compra, 1981. Que só podia, pois em 69 tinha quatorze anos e por certo não lia poesia, ainda por cima Rui Knopfli e não Bocage.
Na página 154, tem assim:

"SEM NADA DE MEU"
Dei-me inteiro. Os outros
fazem o mundo (ou crêm
que fazem). Eu sento-me
na cancela, sem nada
de meu e tenho um sorriso
triste e uma gota
de ternura branda no olhar.
Dei-me inteiro. Sobram-me
coração, vísceras e um corpo.
Com isso vou vivendo.

2 Comments:

Anonymous IO said...

Pelo que nos deste: Obrigada, Rui Knopli!, IO.

3:28 da tarde  
Blogger th said...

Belo poema, intemporal.
Um beijo para quem tão bem o divulgou, th

2:39 da tarde  

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