segunda-feira, março 05, 2007

de Guy Debord

"Quando a arte tornada independente representa o seu mundo com cores resplandecentes, um momento da vida envelheceu e ele não se deixa rejuvenescer com cores resplandecentes. Ele deixa-se somente evocar na recordação. A grandeza da arte não começa a aparecer senão no poente da vida."


Guy Debord, "A sociedade do espectáculo", 2ª ed. de 1979, Edições mobilis in mobile, capítulo "A negação e o consumo na cultura", pág. 151 - estou com ele na mão por causa duma visita que gosto de fazer e lembrei-me de cá vir deixá-lo...
A imagem claro que não é a da capa do 'meu' pois não a google-encontrei (um dia destes adopto plenamente o já consagrado nas enciclopédias-mastro mas que ainda não está na minha de supermercado, e assumo o verbo 'googlar' duma vez por todas: afinal o que é 'aquilo' de depender dum cabrão dum motor de busca quase que para saber se está a chover ou não?) e veio à mão esta, aqui; nos entretantos de clique em clique vejo aqui que "há filme", até homónimo, mas eu não o vi embora conheça e tenha o livro (já em repetição, o primeiro 'perdido') desde 20/5/96 - é do tempo em que eu era um picuinhas que lhes metia data de entrada e, aos profissionais, até os 'carimbava'. Hoje entram descontraídamente, sentam-se à mesa sem data nem hora e nascem conversas calmas e agradáveis: somos mais compinchas sem o logro das antiguidades.

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