domingo, janeiro 07, 2007

taras & manias

Os "eu tenho a mania de" são lixados. Isto de verificarmos, com pasmo, que se arrolarmos cinco manias começamos por achar que cinco são muitas e depois damos por nós a 'tapar' os pensamentos, abismados da súbita tolerância que aparece como necessária perante tanta mania, já supranumerária, bem...


A IO, regressada e já em plena lide de escrever bilhetes-postais do que se passa além da minha rica janela, desafiou-me a um: contar de cinco manias ('taras', entra no conceito? se é então estou mesmo tramado...), depois o tradicional: passar a bola a outros, outra vez o número cinco. No ano passado respondi a uns dois ou três: cravam-me e eu chibo-me. Esta vale já como primeira mania, vá lá e para começar soft: a de exibicionista virtual. Segue para bingo.

Como segunda e como lá contei à saciedade tenho a mania de ser chato, picuinhas e filósofo pregador. Não me chamo Tomás, sou Carlos, mas há um Frei que vive dentro de mim. Razão pela qual, eu pecador, não deixarei de possuir a razão quando peco em contrário ao que digo, em absoluto contraditório às boas palavras e conselhos pregados: a sua validade - conselhos, resmungos ou seja qual tenha sido o "faz o que eu digo e não o que eu faço" - é tão grande e profunda que eu, militante da red line, não a consigo praticar. E vão dois, ainda faltam três.

Mais um: a mania de tudo querer saber, sorvedouro de informações tão importantes como - e passo a citar uns títulos que encontrei aqui na minha biblioteca, já contado que em fase de arrumações: "Abrigos Nucleares - um guia para a sua concepção" ou "Manual de Sobrevivência - aprenda as técnicas das tropas de elite"; este: "Afrika 2 - Geschichte von der Anfangen bis zur Gegenwart" (valha isto o que valer...); os "Sermões" do Pª António Vieira ou "A história de Monica - o escândalo presidencial", aquele pelo tal que falava aos peixes e este pelo reputado Andrew Morton, conhecido mestre da pena em grandes causas e dramas (Lady Di, lembram-se? esse mesmo, e também o tenho...) e que abre o cite e as lides narrativas com nada mais nada menos que um poema de Walt Whitam; só assim posso tentar justificar a terceira mania, a de que sou culto e esta folhinha justifica a posse do book, incultura e cultura misturados e com medida a quilos, e vergonha a menos.

Vem agora a minha mania mais conhecida, e o que é está à vista e não vale a pena meter no bolso: tenho a mania de que escrevo bem, mais que legível sou agradável. E com floreados, até quando me calha. Enfim, tenho a mania de que "sou bom" a escrever. (marca e vão 4, numa escala de 5)

A última faz resumo e conta de tudo: tenho a mania que sou parvo.

Bem, mas admitamos que as 'taras' são passíveis de inclusão sem violar espírito e letra da intimação: mantendo-me nas cinco para não escandalizar, menos ainda o farei não fazendo novo rol: apenas, e a gosto de qualquer um que leia, que se subsitua uma das manias acima contadas, e à sua escolha, por esta fantasia, uma autêntica tara pessoal que me põe a suar fininho sempre que o seu fêmeo frou-frou me toca:

(vou comprar tabaco, já volto. entretanto quem quiser que pegue num panfleto: estão aí cinco em cima do muro mesmo para isso)
(no Google-imagens escrevi "taras e manias": apareceu este e que tem por título 'freak')

4 Comments:

Anonymous IO said...

Ok - beijo, muf'.

10:35 da tarde  
Blogger indigenteandrajoso said...

esta semana o tema e taras e manias... mesmo a calhar

http://www.alarmequizzes.blogspot.com/

2:57 da tarde  
Anonymous IO said...

Eh, pá, lá em cima esqueci-me de dizer que, tirando a tua, muito tua e gira mania de trokares os pronomes, eu também tenho a mania de confirmar que escreves bem... - beijo de b'noite, muf'.

12:03 da manhã  
Blogger th said...

Já vim cá várias vezes e sempre fiquei com a impressão que havia qualquer coisa estranha nas tuas respostas, mas não conseguia determinar o quê.
Hoje descobri!
Falta de humor! entraste muito a sério neste assunto, não vale a pena levar tão a peito um tal desafio, meu amigo.
kiss, kiss, th

12:00 da tarde  

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