quinta-feira, fevereiro 01, 2007

geografia da memória

Lagoas, Munhuana, Malhangalene, Baixa, Chamanculo, Xipamanine, Mafalala, Costa do Sol, Triunfo, Aeroporto, Chinhambanine, Jardim, Alto-Maé, Central, Polana, Kock, Sommerschield, Carreira de Tiro, Bairro Indígena, Choupal, Infulene, Benfica, Mahotas, Conoluene, Matola, Machava, Catembe, Fomento, Cronistas, Maxaquene, Ponta Vermelha, Pescadores, mais algum de que não me lembre, sub-bairros incluídos.
Geografia urbana, pedaços dispersos duma memória que, quando se fecundou, era selectiva no frequentá-los pois havia vários úteros, várias cidades. Que 'as' haverá hoje mas tudo é uma unidade, literalmente: salvo a (ainda) separação natural criada pela baía, Maputo - ex-Lourenço Marques, "a cidade" vai da Baixa à Machava ininterrupta, cresceu mais depressa que a memória dela e de como a fecundei, tanto nome e de tão pouco tantos me recordam...
Este jardim precisa de ser regularmente regado assim, "a seco", para me recordar que sei hoje muito mais sobre Moçambique ou Lourenço Marques, o colonialismo e a resistência, etc e tal, que quando de lá saí há trinta e um anos e dez dias atrás. E não, não é só pela idade: daqueles bairros todos, eu 'conhecer-conhecer' talvez p'raí metade...

(foto disponível na Internet, num site que já não me lembra: foi aí que a gamei, certamente)

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